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Aeropress vs Pourover: qual é o melhor café para o seu pequeno-almoço?

Os mesmos grãos, preparados de duas formas diferentes, chegam à mesa como duas bebidas diferentes. Pedimos a duas pessoas que competem nesta área — Driel, Head Barista na Sense of Coffee, e Alesia Zhvirblia, Brand Ambassador na Wave Coffee Roasters — que comparassem a Aeropress e o pour-over V60: como sabe cada um, o que cada um perdoa e o que comer com cada um.

O que são a Aeropress e o Pour Over?

Aeropress

Profile Photo
Driel
Head Barista at Sense of Coffee
Driel é do Rio de Janeiro e trabalha em café de especialidade desde 2013 — consultoria, formação, torra, incluindo dois anos como torrador em Portugal. Subiu ao pódio no Campeonato de Aeropress de 2021. Head Barista na Sense of Coffee desde 2025.
«A Aeropress foi inventada em 2005 por Alan Adler, e a ideia é simples: café moído, água quente, mexe-se, depois pressiona-se o êmbolo e a pressão do ar empurra a bebida através do filtro. Obtém-se uma chávena rica e encorpada — próxima do espresso, mas mais suave, quase sem amargor. Nos nossos blends realça a doçura, sobretudo nas torras mais escuras.»

Pourover

Profile Photo
Alesia Zhvirblia
Brand Ambassador at Wave Coffee Roasters
Alesia é Brand Ambassador na Wave Coffee Roasters, consultora e competidora: Vice-Campeã do Campeonato Português de AeroPress de 2022 e finalista da Brewers Cup portuguesa de 2024. Organiza workshops de métodos de extração e eventos.
«O Pour Over, ou V60, é uma questão de precisão. Verte-se lentamente água quente sobre o café moído num filtro de papel colocado num funil, deixando a bebida gotejar para a chávena — o resultado é um café limpo e leve. Este método realça as notas brilhantes, frutadas e florais, sobretudo em grãos de torra clara. Usamos o Pour Over para mostrar toda a gama de sabores dos nossos cafés single-origin — é perfeito para quem quer saborear cada nuance subtil.»

Aeropress vs. Pour Over: a comparação

1. Sabor e textura

Driel sobre a Aeropress:
«A Aeropress dá corpo e uma doçura evidente. A pressão extrai mais óleos, por isso o sabor é profundo, próximo do espresso, com menos acidez. De manhã bebo-a com algo substancial — um croissant com jamón, por exemplo. Fica melhor com os nossos blends de notas de chocolate e frutos secos.»
Alesia sobre o Pour Over:
«O Pour Over é clareza. O filtro de papel retém os óleos, e o que chega à chávena é acidez e notas delicadas — frutos vermelhos, citrinos. Com um etíope de torra clara sentem-se mesmo as notas florais. Eu punha-o ao lado de comida mais leve: tosta de abacate, granola.»
Em resumo: pequeno-almoço substancial — Aeropress; granola ou salada de abacate — pour-over.

2. Versatilidade

Driel sobre a Aeropress:
«A Aeropress é o canivete suíço das cafeteiras. Moagem, tempo de extração, pressão, temperatura da água — tudo se ajusta, desde um shot forte ao estilo espresso até uma chávena leve de café de filtro. Para quem gosta de experimentar grãos diferentes, é esta a ferramenta.»
Alesia sobre o Pour Over:
«O Pour Over é menos flexível, e é exatamente essa a ideia. Exige precisão — a moagem certa, a forma de verter, os tempos — e recompensa a precisão com consistência. É por isso que o usamos para grãos single-origin: torra clara, moagem média, e o café sabe ao lugar onde cresceu.»
Em resumo: a Aeropress recompensa a experimentação, o pour-over recompensa a disciplina.

3. Combinações para o pequeno-almoço

O método de extração determina com o que o café combina à mesa. As recomendações dos dois:
Driel sobre combinações com a Aeropress:
«A Aeropress equilibra pratos ricos: brioche com ovo escalfado, hashbrowns com ovo escalfado e salmão, croissant com jamón. A sua doçura também funciona com sobremesas — syrniki, bolo de mel, tarte de cereja. Na Aeropress escolheria o nosso blend de espresso, aquele com notas de chocolate negro e frutos secos.»
Alesia sobre combinações com o Pour Over:
«O Pour Over é para o lado leve do menu: salada verde com abacate, granola, húmus, papas de milho-painço com migalhas de brownie. Grãos etíopes no V60 dão as notas florais e de frutos vermelhos de que a comida da manhã gosta.»

Experimente os dois na Sense of Coffee

Na Sense of Coffee, no Parque das Nações, preparamos os dois métodos, e a resposta honesta à pergunta «qual deles» é: peça cada um em manhãs diferentes e veja que chávena acaba primeiro. Se estiver indeciso, os baristas ajustam a extração ao que estiver a comer. De vez em quando também organizamos workshops de extração — as datas aparecem neste site.

As duas respostas, lado a lado

Driel: «Aeropress — corpo e profundidade. Café forte para um pequeno-almoço a sério.»
Alesia: «Pour Over — fineza e clareza. Para os pratos mais leves.»

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